O Verão é sempre uma época de especial atenção aos incêndios não só em Portugal, mas também cada vez mais em diferentes latitudes. Estamos perante uma situação cujas proporções têm vindo a aumentar, fruto das alterações climáticas que temos vindo a enfrentar nos últimos tempos, muitas vezes com consequências insustentáveis.

Os incêndios são um flagelo que nos deve preocupar a todos. Em situações de incêndio, os bombeiros são um exemplo para todos nós, porque passam muitos dias no terreno, colocando as suas próprias vidas em risco, numa atitude de grande altruísmo.

Este ano voltamos a confrontar-nos com o problema e a perguntar-nos se existe realmente solução? A resposta é difícil. Mas o que sabemos é que muito passa pela prevenção e cabe a cada um de nós fazer tudo o que estiver ao seu alcance para combater estar triste realidade. Todos podemos contribuir para proteger Portugal, o ambiente e as florestas, unindo-nos na promoção de comportamentos sustentáveis e responsáveis.

Há claramente um elemento em comum aos problemas dos incêndios florestais, da poluição do ar e dos impactos na saúde dos fumadores: A combustão. Por isso queremos ter florestas e sociedades livres de fumo.

Enquanto única empresa fabricante de produtos de tabaco em Portugal continental e uma das principais empresas exportadoras em Portugal, apostamos num futuro sustentável e queremos disponibilizar alternativas sem combustão, para quem quer continuar a consumir produtos de tabaco. Estas alternativas, apesar de não serem isentas de risco, emitem muito menos tóxicos quando comparadas com os cigarros tradicionais e combustíveis. São, por isso, muito melhores alternativas para os fumadores do que continuarem a fumar cigarros.

Entre os vários comportamentos de risco que representam um perigo para as florestas estão as pontas de cigarros. Deitar para o chão um cigarro mal apagado pode ter um impacto devastador. É fundamental promover uma mudança deste comportamento, por um lado para que as pontas dos cigarros não constituam mais um agente poluente e, por outro lado, para prevenir o risco de incêndio. No caso do tabaco aquecido, uma vez que não existe combustão, e por conseguinte cinza, e é menos intenso e persistente o cheiro que resulta da sua utilização, resulta mais facilitado o seu descarte em qualquer local destinado à recolha de lixo comum.

Acreditamos que este é o caminho que nos permitirá não só dar um contributo para a redução de riscos para a saúde pública, mas também desfumar as florestas e o meio rural, um passo crucial para reduzir o risco de incêndio e proteger o ambiente. Com soluções e melhores práticas que não envolvam combustão e fumo – a verdadeira e principal ameaça – avançamos rumo à construção de um futuro livre de fumo.

Agora, mais do que nunca, importa unirmo-nos àqueles que tão bem conhecem esta realidade e que tanto podem contribuir para a melhoria dos nossos comportamentos.

A iniciativa “Bravos Heróis” surge como mote para um movimento nacional em defesa da floresta, do meio rural e acima de tudo dos portugueses que são ameaçados por este flagelo. Juntos procuramos fazer a nossa parte contribuindo para a consciencialização da população e a promoção de comportamentos responsáveis. Este é um dever de todos: empresas, entidades e cidadãos. Pelo país, pela sustentabilidade e por uma floresta livre de fumo.

Miguel Matos, Diretor-Geral da Tabaqueira, subsidiária da Philip Morris International (PMI).